Preconceito e xenofobia no estádio de futebol. Na Bulgária? Não, no Brasil

Durante a transmissão da partida Santos 2 x 1 Ceará, a repórter Aline Nastari, do Esporte Interativo, relatou uma cena abjeta que testemunhou. Torcedores ofendiam jogadores do time de Fortaleza, incomodados com o comportamento dos visitantes, que estariam fazendo cera para ganhar tempo.

“A situação para os jogadores do Ceará no banco de reservas está bem complicada. A gente sabe que a pressão aqui é grande, mas tem uns torcedores que de certa forma até perderam a mão de forma preconceituosa. Preconceito até racista nas coisas que gritaram”, relatou.

E prosseguiu: “E acabaram tirando os jogadores do Ceará até do sério, tanto o Fabinho quanto Thiago Galhardo, dizendo por exemplo que jogador do nível deles tem que jogar no norte. Thiago até respondeu dizendo que eles precisam estudar geografia, o Ceará é do nordeste”.

Claro que o ocorrido na Bulgária foi muito mais grave, mas o fato relatado pela repórter mostra como devemos, no Brasil, observar o comportamento das pessoas antes de apontar o dedo para cenas repugnantes que acontecem em outros países. O preconceito e a xenofobia também cercam nossa rotina.

Fonte: Blog do Mauro Cezar